Não dá pra ver o que arrasta
Só se vê o que é consumido
Ou, simplesmente, o que sobra
Quase nada, quase nada…
Subitamente, se sente assim
Uma espécie de melancolia acolhedora, machucando
Uma agulha no centro do peito
Algo impossível de ser detido
Sentimentos transbordantes e sombrios
Contrapõe os momentâneos dias azuis de sol.
Como se fossem sonhos distantes,
Pictogramas sem sentido.
Apenas vem e não avisa.
E que não some.
