Eu preciso fazer isso acontecer, agora. Pra que cada segundo de cada segunda seja menos rápido e mais intenso.
Você precisa me ajudar a colocar os quadros na parede, depois disso podemos deitar no chão e ouvir uma música calma e forte. Faríamos planos pra conhecer o hemisfério-norte. Paris. Íriamos pra todo canto, fosse feriado, fosse dia santo.
Talvez naqueles dias cinzentos pediríamos pizza, meia portuguesa/ meia quatro-queijos, faríamos amor no chão da sala e a moça da música cantaria tão bonito "Give me a reason… to love you. Gimme a reason…"
Nos dias quentes sentaríamos no jardim com o cachorro, grande e babão. Cervejas. Risadas. Beijos. Mesmo depois de dois ou dez anos. Não é possível imaginar a vida a dois, três ou mais, sem isso. Sem aquele calor que corrói os ossos, sem tesão. Imaginar o fim sem mordidas, mesmo velhos, talvez velhinhos.
September 23, 2008
glory box
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E as primeiras mordidas foram nas mãos da garota.
Comment by luci — September 23, 2008 @ 1:10 am
eu me lembro de que a primeira música que ouvi com vc foi essa, do Portshead.com sequência de alice in chains.
mas não teve mordida! ha
pq sou moça séria.
um beijo.
Comment by Helô — September 24, 2008 @ 2:25 am
Que bonito! Muito mesmo!
Comment by Lorena — September 24, 2008 @ 11:12 pm
será que está apaixonado?
hhhu
belo texto
abraço
Comment by Filipe — September 25, 2008 @ 12:18 am
Lindo!
Isso se parece com felicidade, sim, parece muito.
Percebe como a gente não exige muito além de uma pessoa a quem amar (e que nos ame obviamente) e coisas simples?
Bom final de semana!
Abços
Comment by PequenAprendiz — September 26, 2008 @ 2:47 pm