September 17, 2009

coisas que não tem fim mesmo depois que acabam.

Fiz da mera incerteza do acaso algo bem grande,
quase palpável.
Mudei meus planos perpétuos e quase perdidos
trocando a cor dos cabelos pra vermelho,
tingindo o céu cinza que ultrapassava o azul.
Azul de rio que nunca foi anil, e sim claro,
como observar as coisas que se gosta bem de perto,
tanto, tanto, que é possível sentir o gosto mesmo antes de beijá-las.
Esquecer que meus dias são finitos,
pra lembrar que posso senti-los de maneiras infinitas.
Quebrando a minha rotina pra poder te ter, inteira, na minha retina.

July 9, 2009

nonsense.

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Existem milhares razões para escrever e apenas uma, muito forte, que me impede.

April 24, 2009

nonsense.

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As palavras fogem-me no sentido inverso
Antes escapavam, sem pudor algum, pelas pontas dos meus dedos
Agora correm macia pra dentro do meu ser
Revertem-se em um número infindável de sensações
Brotam em minha face em simples expressões risonhas e tranquilas
Aqueles dias tempestuosos foram embora,
Ainda que, vez ou outra, alguma nuvem apareça
Sopramos-a pra longe.
Quero o sol, quero as estrelas
E também a sua chuva.

Chovo em ti, o tempo todo.

November 14, 2008

O acaso a se esconder.

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Que as suas vontades que vêm do nada venham sempre pra mim.

Sempre.

September 23, 2008

glory box

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Eu preciso fazer isso acontecer, agora. Pra que cada segundo de cada segunda seja menos rápido e mais intenso.
Você precisa me ajudar a colocar os quadros na parede, depois disso podemos deitar no chão e ouvir uma música calma e forte. Faríamos planos pra conhecer o hemisfério-norte. Paris. Íriamos pra todo canto, fosse feriado, fosse dia santo.
Talvez naqueles dias cinzentos pediríamos pizza, meia portuguesa/ meia quatro-queijos, faríamos amor no chão da sala e a moça da música cantaria tão bonito "Give me a reason… to love you. Gimme a reason…"
Nos dias quentes sentaríamos no jardim com o cachorro, grande e babão. Cervejas. Risadas. Beijos. Mesmo depois de dois ou dez anos. Não é possível imaginar a vida a dois, três ou mais, sem isso.  Sem aquele calor que corrói os ossos, sem tesão. Imaginar o fim sem mordidas, mesmo velhos, talvez velhinhos.

September 10, 2008

#8

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e fica tudo assim.
Depois do beijo, a mais completa solidão.

September 7, 2008

.do dominguinhos

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Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó prá mim do meu jeito assim
Que alegre o meu viver

(será que é a idade?)

August 31, 2008

#7

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reescrevi mil vezes o poema que queria te mostrar
e isso tudo só porque não sei como explicar
que talvez, também, eu não saiba sentir
e já não sei se devo ficar ou se devo ir
o que sinto é verdade ou um leve torpor?

August 28, 2008

sinônimos

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Caminhos torturantes, brancos, delirantes,
apenas sigo, sem rumo e sem norte; não há chegada.
É o eterno transitar por entre os engarrafamentos que me habitam.
Parar não cura, correr não salva.
Esquivo-me desses atalhos ilusórios, vivo à margem.
Torturado em meio a doces deletérios,
compartilhando a angústia como cúmplice.
Reprimindo toda idéia de sensatez,
pela sublime sensação, ainda que por um instante, de desvario.

August 13, 2008

#6

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e quando chegarmos ao espaço sideral, não se esqueçam, respirem pelo nariz.